CAPÍTULO I

DOS FUNDAMENTOS ÉTICOS

Art. 1º O Código de Ética do Consultor apresenta e recomenda os comportamentos que devem pautar as atividades dos consultores associados à ABCO.

Art. 2º No exercício de suas atribuições e responsabilidades profissionais, o Consultor assume o compromisso de pautar sua conduta rigorosamente de acordo com o estatuto e o regimento interno da Associação, e com os seguintes princípios éticos:

I. Conduzir os assuntos profissionais utilizando seus conhecimentos, habilidade e experiência sempre com integridade, transparência e honestidade de meios e propósitos, zelando pelo exercício da melhor consultoria.

II. Cumprir os preceitos que definem o exercício da atividade de Consultoria, mantendo-se sempre atualizado com conhecimentos técnicos e antecipando-se às mudanças comportamentais/organizacionais.

III. Identificar tendências, pesquisar expectativas, pôr em discussão efeitos colaterais às mudanças de cenário e estimular a geração de um ambiente que propicie a inovação, a sustentabilidade e as melhores práticas da Consultoria Organizacional.

IV. Estimular a transparência em momentos de bons resultados e de contingências e crises na atividade de Consultoria, principalmente quando essas situações acarretarem desdobramentos para outros setores da sociedade e a omissão possa trazer prejuízos materiais e/ou morais à sociedade.

V. Abster-se e impedir que se adotem, nas intervenções da consultoria, em seu ambiente de trabalho ou no da contratante, atitudes de assédio, preconceito ou preferência injustificada oriundos de diferenças étnicas, de cor, gênero, crença religiosa, de qualquer tipo de deficiência, orientação política, condição financeira, social e intelectual, opção sexual, idade, condição marital, dentre outras formas de exclusão social.

VI. Pautar-se sempre por atitude leal e correta, evitando falsear, dissimular, omitir ou divulgar fatos que possam macular a reputação de colegas Consultores e de empresas de consultoria.

VII. Abster-se, desencorajar e apontar à Associação, a apropriação indébita de dados confidenciais, para uso próprio ou de terceiros.

VIII. Refrear-se de oferta promessa ou efetivação de pagamento e/ou doação a agentes públicos ou privados para obter negócios ou vantagens indevidas.

IX. Abdicar, repelir e apontar à Associação qualquer forma ou natureza de ato de corrupção em sua área de Consultoria, seja qual for a finalidade declarada pelo agente do ato, incluindo-se, entre outras, o favorecimento desleal.

X. Cooperar para a preservação do desenvolvimento sustentado, da qualidade de vida e dignidade do ser humano, e do desenvolvimento justo e equilibrado da sociedade, observando, com rigor, o que determinam as leis, os princípios do Direito e os deste Código de ética do Consultor.

CAPÍTULO II

DAS NORMAS E DEVERES  DE CONDUTA PROFISSIONAL

Art. 3º O teor do Código de Ética do Consultor traduz-se em normas de conduta profissional a serem fielmente cumpridas pelos Consultores associados na relação com os colegas Consultores, contratantes e com a sociedade.

Art. 4º Na sua conduta profissional, o Consultor associado deve:

I. Colaborar para a difusão de conhecimentos e habilidades, visando ao aperfeiçoamento das atividades pelos que nela atuam, objetivando otimizar custos, recursos e a produtividade, e buscar inovação continua e melhoria da qualidade de vida e trabalho, contribuindo assim para o aprimoramento da produtividade e do desenvolvimento político, econômico e social do País.

II. Colaborar na difusão dos serviços de Consultoria às empresas, governos, universidades, meios de comunicação e à sociedade, promovendo a plena compreensão da atividade e esclarecendo a importância do profissional de Consultoria.

III. Apoiar iniciativas que visem ao respeito à cidadania, satisfação e aprimoramento das legítimas aspirações da sociedade.

IV. Dar atenção e prioridade à defesa dos direitos humanos e interesses comunitários, tendo consciência de sua interação com as ações de preservação dos recursos naturais e com os requisitos de uma cidadania efetiva.

V. Participar de atividades assistenciais, cívicas e culturais que contribuam para o fortalecimento das pessoas e Instituições, além do desenvolvimento da sociedade brasileira.

VI. Ajudar, no âmbito de suas atividades, com palavras, atos e pelo exemplo, a divulgação e implementação efetiva do conceito de sustentabilidade, contribuindo assim para a conservação dos recursos das comunidades onde atua e da sociedade.

VII. Manter absoluta confidencialidade quanto às informações e atividades referentes ao trabalho nas organizações, impedindo a utilização das mesmas e sua apropriação indébita, em benefício de seus interesses particulares ou de terceiros, mesmo após o término dos contratos de consultoria, ressalvada a obrigação de divulgar informações que forem exigíveis nos termos da lei.

VIII. Adotar as melhores práticas de Consultoria, procurando identificar os reais problemas, assumindo a responsabilidade de seus diagnósticos e recomendações, e auxiliando na implementação das mudanças quando contratadas.

IX. Empregar métodos e técnicas de consultoria atualizados e consistentes, de modo a identificar tendências, pesquisar expectativas e otimizar os resultados da organização em que presta serviços de Consultoria.

X. Manter atitude de cooperação e transparência com os profissionais direta e/ou indiretamente envolvidos com a sua atividade, sejam eles contratantes e/ou consultores associados, partilhando seus conhecimentos e experiências, fornecendo informações completas, corretas e dentro dos prazos estabelecidos.

XI. Valorizar a qualidade de vida, a formação e o desenvolvimento profissional dos Consultores, reconhecendo sua responsabilidade, seja na preparação e desenvolvimento de novos Consultores ou no seu próprio aprimoramento técnico-profissional.

XIl. Manter-se fora de transações e atividades ilegais ou de ética duvidosa e de acordos espúrios que tratem de combinação de preços, divisão e ocupação de territórios de atuação, que possam comprometer sua integridade e imagem como Consultor da contratante para a qual presta serviços, tanto quanto desencorajando colegas Consultores a praticar atos semelhantes.

XIII. Recusar qualquer gratificação monetária, comissão ou recompensa material espúria que não seja decorrente da justa e legal remuneração de seu trabalho.

XIV. Elaborar estudos, análises, diagnósticos, pesquisas, relatórios e demonstrativos que sejam transparentes, objetivos, precisos e fidedignos, respeitando os prazos acordados, contendo informações confiáveis aos contratantes, acionistas, investidores, governos, fornecedores, clientes, funcionários, profissionais, meios   de comunicação, comunidades e qualquer outro público que interaja com o cliente.

XV. Solicitar sempre prévia e expressa autorização para tornar público assuntos em que faça uso de métodos, técnicas, sistemas ou modelos de exclusiva propriedade e uso da contratante onde atua ou tenha atuado.

XVI. Dar o necessário crédito à autoria quando houver citação ou adaptação de trabalhos, mencionando sua origem e direitos eventualmente existentes.

XVII. Escusar-se de críticas e comentários desabonadores, sejam públicos ou privados, envolvendo Consultores associados e demais colegas de profissão.

XVIII. Aplicar, quando participar da contratação de Consultores e profissionais, critérios transparentes e adequados à função, assegurando-se, ainda que os responsáveis pela seleção atuem com isenção, competência e ausência de preconceitos, garantindo igualdade de condições de acesso a todos interessados.

XIX. Manter- se capacitado e atualizado nas modernas práticas de Consultoria, participando da divulgação de sua prática às diversas mídias, internas ou externas à Associação, dirimindo dúvidas, opinando e recomendando iniciativas e os procedimento mais adequados na sua área de atuação.

XX. Instigar associados e contratantes que adotem atitudes e posturas de defesa dos direitos humanos e interesses comunitários, envolvendo, inclusive, ações de preservação dos recursos naturais.

XXI. Estimular a promoção e adoção de hábitos saudáveis, colaborando para a prevenção e manutenção da saúde física e mental.

XXII. Atuar energicamente contra todos os atos que possam contribuir para desmoralizar, desacreditar, confundir ou comprometer o bom nome da Consultoria Organizacional.

Art. 5º Quando participar da direção da Associação, cabe ao Consultor:

I. Cumprir e fazer que sejam respeitados os princípios éticos que inspiram a atividade de Consultoria Organizacional, zelando pela observância deste Código de Ética do Consultor e do estatuto social e tomar como norma maior que em toda gestão responsável a transparência começa dentro da Associação.

II. Reagir a todos os atos, fatos e notícias que possam contribuir para desmoralizar, desacreditar, confundir ou comprometer a atividade profissional, colaborando, assim, para respaldar a imagem do Consultor.

III. Desautorizar a utilização do nome da Associação na promoção, propaganda, publicidade ou merchandising de qualquer produto ou serviço que prejudique a sua imagem pública, envolvendo hábitos, comportamentos, educação e saúde, o ambiente, e as práticas comerciais mais apropriadas e a legislação em vigor.

IV. Colocar à disposição da Associação e de seu eventual substituto no cargo que ocupa, todas as informações inerentes ao bom desempenho de suas funções.

V. Levar ao conhecimento da Associação, conforme disposto no seu estatuto social e regimento interno, qualquer tipo de situação que configure infração deste Código de Ética do Consultor ou potencial conflito de interesses.

VI. Apresentar, nos prazos estabelecidos, os relatórios e balanços patrimoniais e financeiros com informações completas, detalhadas e corretas, de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos e da gestão transparente e ética.

VII. Colocar-se à disposição dos meios de comunicação para propagar as boas práticas dos associados, assim como dirimir dúvidas acerca de políticas públicas e mudanças na área de atuação da Associação.

TERMO DE ADESÃO

Declaro para os devidos fins que, como Consultor(a) associado(a) à ABCO, estou ciente e concordo plenamente com os termos deste Código de Ética do Consultor, firmo este termo de adesão, contribuindo assim para o aprimoramento da conduta ética da Consultoria Organizacional no Brasil.

Este Código de Ética do Consultor foi elaborado e redigido pelos Consultores Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen.