ABCO - Associação Brasileira de Consultores

Dia do(a) Consultor(a)

 
Caros colegas Consultores, estamos de parabéns! Hoje se comemora o dia do Consultor.

Como bem sabem os colegas, o Consultor tem árdua tarefa. Inicialmente procura ele identificar e definir qual o “real” problema do Cliente – que, aliás, nem sempre sabe bem qual seja ele.

Ultrapassada esta etapa, prossegue, o Consultor, examinando, com o cliente,  possíveis causas da “situação atual”, gerando opções de solução para o problema e indicando, com o cliente,  qual a mais recomendável. E, mais ainda, em alguns casos, ainda resta a tarefa crítica de ajudar a implantar as soluções propostas. Enfim, o profissional lida com a Mudança – uma das tarefas mais difíceis e instigantes das organizações, públicas e privadas e agora das pessoas.

É fácil reconhecer quão difícil pode ser este trabalho, cheio de percalços, dúvidas, incertezas e riscos, haja vista que o Cliente espera, quase sempre, uma solução “mágica”, quase um “truque” que venha a resolver problemas que levaram anos a se instalar e agora agravados pela automação acelerada.

Eu não sei x Ultracrepidantismo

 
Há muito se fala que as três palavras mais difíceis de serem ditas são “eu não sei”. É de se lamentar porque enquanto não se admite aquilo que ainda não se sabe, é praticamente impossível aprender o que se precisa aprender.
 
Antes de entrar nos motivos de todo esse fingimento, e também nos custos e nas soluções, quero esclarecer o que quero dizer quando me refiro ao que “sabemos”.
Claro que existem diferentes níveis e categorias de conhecimento. No alto dessa hierarquia estão os chamados “fatos”, aquilo que pode ser cientificamente comprovado. Todo mundo tem direito às suas próprias opiniões, mas não a seus próprios fatos. Se alguém insistir em dizer que a composição da água é HO2 e não H2O, estará sujeito a ser desmentido a qualquer momento.
 
E existem também as crenças, que consideramos verdadeiras, mas que não podem ser facilmente comprovadas. Nessas questões é maior a margem de discordância. Por exemplo: o diabo realmente existe? Essa simples pergunta geraria uma disparidade de respostas, pois, talvez, a existência do diabo seja uma questão sobrenatural demais para ser considerada factual.

Automação descarta também executivos

Novos tempos exigem novos comportamentos, vez que com toda nova crise o nosso instinto de segurança é aguçado e criativamente implementado. Às vezes, tarde demais. Alguns reagem como os animais quando acuados, e poucos são previdentes, como Prometeu, e iniciam a conversão planejada.
 
O acelerado enxugamento nas empresas, iniciado, na década de 1980, com os processos de redimensionamento de atividades, a automação, as fusões, as incorporações… e, a partir de 2008, exacerbado pela crise internacional, empurrou executivos de larga experiência e capacidade para a transição de carreira, para o descarte.
 
Na metamorfose, por não mais pertencerem ao mundo corporativo, acham-se marginalizados. Argumentam eles de que adianta o ativo acumulado – maturidade, habilidade e competência testada – se não conseguem recolocação nas corporações nem estão habilitados de imediato para uma carreira solo. Não investiram neles, delegaram.

Consultoria: Sócrates e sempre

No passado remoto com Sócrates, Cícero, Sêneca, Maquiavel, Shakespeare…no recente com Kubr, Lodi, Jacobsen, Bretas Pereira… a Consultoria continua a ter sempre a ver com mudança- e  hoje é o que não falta nas organizações.
 
Requisitado para identificar o “real” problema, analisar, interpretar a globalização,
 
os efeitos da  automação, há 36 anos,
 
a terceirização e suas consequências,
 
a frouxidão dos laços de pertencimento
 
o empreendedorismo dos jovens e agora com mais razão dos adultos com múltiplas experiências,
 
a preparação para a transição voluntária ou para o descarte,
 
os novos demandantes- entidades de profissionais, sindicatos patronais e de empregados, mídia, universidades, empresas juniores, sistema S, esporte…
 
enxergar ameaças e oportunidades a pessoas e organizações. E a ele próprio.

Como falar dos livros que não lemos?

Consultor Jerônimo Lima
Vice-Presidente da ABCO
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Todo mês publico no meu Facebook a relação dos livros que pretendo ler, a título de sugestão para meus amigos que também são leitores ávidos.
 
Ultimamente, logo após minha postagem, tenho recebido mensagens in-box perguntando se vale mesmo a pena comprar os livros que indiquei. Eu fico pasmo com esse tipo de pergunta! Além de me constranger com o questionamento da minha dica, isso ainda consome meu tempo tentando me justificar sobre algo que recém publiquei! Ora, se me dei o trabalho de entrar no site da Amazon, baixar a imagem da capa do livro, copiar e melhorar a resenha, para então publicar aqui, é óbvio que, na MINHA OPINIÃO, vale a pena a leitura! Vale ressalvar que desde o ano passado só leio livros digitais, no Kindle Oasis, a menos que somente tenha sido publicada a edição em papel, o que é raro hoje em dia. É muito mais barato e ainda se pode usar todos os recursos disponíveis num e-book.