ABCO - Associação Brasileira de Consultores

28º Café com Consultores da ABCO - Porto Alegre

Está em transição de carreira?

Você já pensou em ser consultor?
 
A consultoria é uma atividade em que não há tédio, pela alternância de trabalhos e clientes, nem prazo de validade.
 

O que é e o que não é consultoria

O que é?
 
Consiste em serviços temporários e interativos prestados por consultores profissionais, independentes e externos, que amparam o acionista, o conselho, a diretoria, a gerência.
 
As 6 principais tarefas do consultor são:
 
1 – prevenir/corrigir problemas, identificar/perceber, analisar e interpretar o “real problema”
2 – elaborar, com o cliente, diagnósticos
3 – buscar opções adequadas
4 – acompanhar a implantação da solução mais apropriada
5 – despertar para novas oportunidades e
6 – enxergar ameaças à empresa-cliente.

Corre-se o risco de se resolver bem... a questão errada

Olá, Adalberto, como vai? Preocupou-me no almoço de fim de ano o seu chamamento: “...a saída é a privatização. Temos que ser célere em relação a ela! E disseminá-la como modelo para todas as organizações!”. Como se fosse panaceia para todos males.
 
Creio que, por sermos da mesma geração e por termos escolhido os mesmos caminhos das organizações – você operando como executivo, e eu, consultor – reunimos um sem número de casos vividos, que não corroboram a assertiva pró-privatização em todo e qualquer caso.
 
O sucateamento dos nossos hospitais, das escolas, das estradas, das ferrovias, de parte das empresas, não se deu porque são públicas e, sim, porque politizadas, foram abandonadas por nós que deixamos de frequentá-las e, em consequência, zelar por elas, boas, as melhores, quando amiúde convivíamos.

Procura-se o culpado

Muitas empresas consideram cumprido o seu papel a transferência de responsabilidade de recolocação para as especializadas ao demitirem seus funcionários, no mais das vezes sem prepará-los. Carece juízo! Tal (falta de) apoio aos que vestiram a camisa da empresa, por um bom tempo, enfraquece os laços de solidariedade, lealdade e confiança. O que torna o ambiente organizacional caótico e infecundo ao surgimento de talentos, inaplicável à gestão de competências e, muito pior, ao pacto ético. Compromete o coleguismo e exacerba a competição.
 
Ora, há relativa certeza de que o mundo do emprego minguou, e a tendência é de declínio constante. A automatização, robotização, as fusões, a globalização – que tornam os problemas nacionais em internacionais – são os fatores determinantes. Procura-se os que diligentemente, por ação ou omissão, criaram esse ambiente para que reavaliem o papel do humano: governos, empresários, executivos, entidades de classe, academia, consultores...