A importância dos indicadores para a medição do desempenho global

A moderna gestão financeira deve medir não apenas a evolução das vendas, custos e resultados, mas também a estratégia, o modelo de negócios e o relacionamento com clientes e colaboradores.
 
Em um contexto que começa a se implantar um novo modelo de governança corporativa, as empresas que querem estar na vanguarda deverão se adaptar a novos modelos de indicadores e, consequentemente, desenvolver novas missões e papéis em seu corpo diretivo.
 
Estes novos modelos levam em conta não só a saúde financeira da empresa, como também o observam a partir de um olhar mais integrado dos processos, ou seja, como as tarefas são feitas, e também os aspectos relacionados com o marketing e clientes, bem como seus funcionários. O novo modelo de gestão é mais aberto, inclusivo e, sobretudo, participativo. O modelo de controladoria trancado no escritório acabou. Hoje quem lida com finanças deve ser proativo e integrado em diferentes setores da empresa.
 
O que deve ser medido no novo paradigma, o que deve ser mensurado?
 
1 - Processos e tarefas
Nesta fase, você deve identificar quais são as principais atividades da organização. Talvez nas empresas industriais o foco está nos processos de produção. Em empresas comerciais, você pode estar no cumprimento correto das entregas aos clientes. A recomendação é fazer um mapa com todas as tarefas que são desenvolvidas na organização e depois classificá-las de acordo com seu grau de importância para o negócio. Então você deve ter os tempos de execução de cada um e ver se há espaço para melhorias em cada tarefa.
 
2- Gestão Comercial
A gestão comercial é não só medida pelas mudanças nas vendas ou taxa de penetração de novos produtos. O gerenciamento moderno tenta interpretar outras variáveis. Cada empresa terá a sua própria, mas para citar alguns exemplos, diríamos: vendas por vendedor, por segmentos de clientes e por canal. Número de itens por fatura. Número de clientes por vendedor. Tempos de visitas aos clientes. Quantidade de orçamentos ganhos. Rentabilidade por vendedor e clientes.
 
3- Concorrência
Geralmente, agimos de acordo com o que a concorrência faz , isto às vezes está correto e outros não. Tudo depende do negócio. Mas é vital analisar o quadro competitivo em que nos movemos e se a estratégia é apropriada. Exemplos de indicadores podem ser: nível de preços, descontos concedidos e condições de pagamento. Meios alternativos de pagamento. Comércio eletrônico e canais de distribuição. Número de fornecedores por zona. Frequência de visitas aos clientes e prazos de entrega. Quantidade de estabelecimentos comerciais. Qualidade de produtos comercializados. Nível de atendimento ao cliente.
 
4 - Gestão Financeira
Indicadores financeiros são extremamente importantes para resumir as conseqüências e resultados de ações que já foram executadas. Os números mostram o que foi realizado e, em alguns casos, o futuro. Aqui estão alguns deles que podem ser considerados: retornos brutos e líquidos, congelamento de bens, custo de capital, desenvolvimento de propriedade, indicadores da dívida, a evolução das vendas cumulativas e mês a alterações mês em custos, volume de negócios de capital e de bens, taxas de redução de custos, cobranças e pagamentos médios, distribuição em dias de dívida a receber, evolução de ativos e passivos, etc.
 
O novo contexto financeiro e comercial, em que as mudanças estão se desenvolvendo em grande velocidade, modificou o espectro e as formas de interação entre as empresas e o mercado. É vital entender que essa mudança também veio para as PMEs. Estas empresas, se pretenderem estar na vanguarda, devem ter sistemas de medição inovadores e avançar estrategicamente para novos cenários.
 
Pode-se dizer que é relativamente simples para uma organização a adoção de medição por indicadores. A simples medição de resultado é de esforço tênue quando comparado à estruturação de uma cadeia de indicadores que sejam legitimamente capazes de viabilizar a tal da efetiva gestão por indicadores. Esforço, entretanto, recompensado com a certeza de que, com indicadores bem estruturados, o gestor pode efetivamente praticar o ato de gerenciar; pois, é possível de se afirmar que, “não se gerencia o que não se mede”.
 
Marcio Lamanna
Consultor de Planejamento Financeiro Comercial – Otimização da rentabilidade e controle de custos