As mudanças tecnológicas do século XXI frente ao ambiente das organizações

Assumindo como marco o início do século XX, diferentes teorias da administração, defendidas por reconhecidos autores, se sucederam ao longo de um processo claramente evolutivo, e continuam evoluindo nos novos dias do século XXI.
 
Nesse contexto, levo em consideração três momentos históricos em que essas teorias foram marcantes:
 
O período do mundo clássico: compreendido entre o início do século XX até o final da 2ª Guerra Mundial e que se destacou pela postura das organizações como do tipo prescritiva, na qual regras bem explícitas eram seguidas: a alta administração da empresa determinava (prescrevia) e o nível operacional apenas cumpria (executava);
 
O período do mundo flexível: do final da 2ª Guerra até o início da década de 1970, que se caracterizou por ser um período em que as organizações se postaram de forma mais aberta, explicativa, fortemente orientadas por estratégias e que teve como um de seus símbolos a ascensão do Japão como potência industrial e tecnológica;
 
O período do mundo relacional: desde o início da década de 1990 até os dias atuais e que é caracterizado pelas novas tecnologias, também identificado como economia do conhecimento, estabelecimento de parcerias, compartilhamento de sistemas, redes sociais, novos processos de relacionamentos e intensos processos de comunicação.
 
No denominado mundo relacional, no qual nos inseridos atualmente, o pensamento estratégico das organizações gira em torno de alguns questionamentos, tais quais: que tipo de organização é necessária hoje? quais processos devem ser conduzidos? como as mudanças acontecem? como realizar a transição para um modelo de organização relacional?
 
Com o mundo cada vez mais complexo, dinâmico, sujeito a mudanças, torna-se mais imperativo que as empresas tenham capacidade para, rapidamente, se adaptar à essas constantes mudanças, buscando melhor desempenho.
 
Entendendo a melhoria de desempenho como uma forma de agregar valor ao mercado, incorporando conceitos de processos de negócios, visão de ponta a ponta dos processos, eliminação de gargalos e outras circunstâncias de mudanças, nos encontramos em meio às discussões frequentes que dizem respeito a “Transformação Digital”.
 
No bojo desse processo de discussão sobre da transformação digital, destacam-se a indústria da robótica, a internet das coisas, a inteligência artificial, integração entre sistemas de comunicação corporativos, processos de automação etc.
 
Um dos primeiros passos apontados para o início de uma jornada corporativa rumo à transformação digital exigirá a formação de competências das organizações em desenvolver e implementar projetos, de forma estruturada, com planejamento assertivo e com base em conceitos, ferramentas e técnicas adequadas.
 
Projetos são instrumentos fundamentais, através dos quais as organizações concretizam suas estratégias. Os projetos, somados à uma filosofia de gestão por processo de negócio, constituem-se em ferramentas imprescindíveis aos ambientes corporativos no sentido de manter seus níveis de competitividade na busca por melhor desempenho.
 
Nesse sentido, é imprescindível, para alcance dos objetivos de uma organização, a capacidade de formação de equipes competentes em gerenciamento de projetos e em gestão de processos de negócios.
 
Moisés Teles Madureira, PMP, MBA
Professor e Consultor em Gerenciamento de Projetos
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